Sustentabilidade

Amazonas ganha quatro reservas de desenvolvimento sustentável

ResumoO governo federal, sob o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criou quatro reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas, totalizando 669 mil hectares. A medida incluiu a ampliação de um parque nacional no Piauí e a destinação de R$ 50,5 milhões para projetos na Amazônia. A ação visa conciliar conservação ambiental com uso sustentável dos recursos.

Lula assina decreto criando quatro reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas, somando 669 mil hectares. Medida também amplia Parque Nacional no Piauí e destina R$ 50,5 milhões a projetos na Amazônia.

Tarcísio Maia
Tarcísio Maia Analista de mercado agrícola · 08 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Amazonas ganha quatro reservas de desenvolvimento sustentável

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que cria quatro reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas. A medida protege a biodiversidade e os modos de vida agroextrativistas das populações locais, em categoria de unidade de conservação que admite o uso sustentável dos recursos pelos moradores.

As reservas são Tupana Igapó-Açu I, no município de Borba; Tupana Igapó-Açu II, em Beruri e Tapauá; Canaã, em Careiro e Arautazes; e Mirari, em Humaitá. Somadas, chegam a cerca de 669 mil hectares.

Lula também assinou decreto que amplia em 7.192 hectares o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí, totalizando 13.502 hectares. Em discurso, o presidente disse que a proteção total do meio ambiente só ocorrerá quando a sociedade perceber o quão lucrativo é o turismo em áreas preservadas para "descansar e conhecer a nossa riqueza".

"[A sociedade] vai ter o dinheiro suficiente para justificar que a floresta em pé é mais rentável que uma floresta derrubada ou queimada". A assinatura ocorreu em alusão ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro.

Na ocasião, o Serviço Florestal Brasileiro assinou contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional (Flona) de Humaitá, com prazo de 40 anos. Os contratos abrangem 162,7 mil hectares e concluem a concessão das três unidades da Flona, totalizando 200,9 mil hectares sob manejo sustentável.

O evento também marcou a destinação de R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia, em recursos não reembolsáveis, ao projeto Naturezas Quilombolas. A verba apoiará a gestão territorial e ambiental de comunidades quilombolas na Amazônia Legal, com previsão de planos de gestão em mais de 16 territórios. O projeto, com prazo de 60 meses, será executado pela Fundação Guamá.

A criação das reservas sinaliza prioridade do governo federal para a conservação na região. Para produtores e traders, a notícia reforça o valor de cadeias produtivas que dependem da floresta em pé, como o extrativismo e o turismo ecológico. O câmbio e a demanda internacional por produtos sustentáveis podem ampliar o retorno dessas áreas no médio prazo.

Leia também

Publicidade