Chuvas no Rio Grande do Sul atingem mais de 59 mil pessoas: veja danos
Chuvas no Rio Grande do Sul atingem mais de 59 mil pessoas e 218 municípios, com 488 desabrigados e 762 desalojados. Lajeado concentra 65% dos desabrigados. Defesa Civil e Inmet emitiram alertas.
Eu já vi enchente virar prejuízo de safra inteira em questão de horas. O Rio Grande do Sul está vivendo isso agora: as chuvas no Rio Grande do Sul atingem mais de 59 mil pessoas, e quem está no campo ou na cidade vê a água subir sem pedir licença.
Até o momento, 59.967 pessoas e 218 municípios foram afetados, segundo o Centro de Operações da Defesa Civil do Estado (Codec). Das mais de 59 mil pessoas afetadas, 488 estão desabrigadas e 762 desalojadas. Os eventos meteorológicos causaram alagamentos, inundações, destelhamentos, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos à infraestrutura pública.
O Vale do Taquari concentra os desabrigados
Os dados do Painel de Monitoramento de Abrigos e Abrigados do governo do RS indicam que 91,60% da população desabrigada pertence à região do Vale do Taquari, que abrange 40 municípios no Rio Grande do Sul. Não é coincidência: é uma região de relevo e drenagem que, quando a chuva aperta, vira caldeirão.
Lajeado é a cidade mais atingida
Por município, a cidade de Lajeado foi a mais afetada pelo cenário de calamidade. O número de desabrigados concentra 321 pessoas, 65,78% do total. Em seguida, aparece Encantado, com 100 desabrigados (20,49%), e Estrela, com 26 pessoas (5,33%).
Se você tem máquina ou propriedade nessas áreas, já sabe: o primeiro passo é garantir que ninguém esteja em risco. Depois, é documentar cada dano para pedir verba.
Como pedir ajuda e o que a Defesa Civil está fazendo
Em razão do cenário de instabilidade climática, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil opera na região até 31 de julho, para apoiar as medidas de resposta, assistência humanitária, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação.
No mês de julho, a Defesa Civil Nacional reconheceu situação de emergência em 17 municípios do estado. Desta forma, os municípios podem pleitear verbas à União destinadas a intervenções de defesa civil. Esses recursos podem custear o atendimento aos cidadãos atingidos, através do fornecimento de água mineral, cestas básicas, refeições para voluntários e equipes de trabalho, e kits de limpeza e higiene.
Alertas ativos: o que você precisa saber agora
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu alerta vermelho de inundação para o Rio dos Sinos, Rio Uruguai, e Rio Jacuí. As cidades São Leopoldo, Itaqui, Uruguaiana e Cachoeira do Sul correm alto risco. Os alertas são válidos até terça-feira (28), às 9h.
Além disso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo para tempestades em todo o estado. As chuvas podem alcançar 20 a 30 milímetros por hora ou até 50 mm/dia, ventos intensos, entre 40 e 60 km/h, e queda de granizo.
O que fazer se você está na área de risco
Os moradores devem evitar áreas inundáveis, buscar abrigo ou permanecer em locais de segurança e garantir a segurança de animais domésticos. A Defesa Civil também aconselha não retornar para áreas evacuadas, manter-se informado sobre a evolução do evento e compartilhar informações com moradores próximos.
Na prática, se você tem maquinário agrícola, desligue e mova para terreno alto. Se possível, desconecte baterias e proteja componentes elétricos. Água e motor não combinam, e a conta vem depois.
Perguntas Frequentes
Quantas pessoas foram afetadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul?
59.967 pessoas e 218 municípios foram afetados, segundo o Centro de Operações da Defesa Civil do Estado (Codec).
Quantos desabrigados e desalojados existem?
São 488 desabrigados e 762 desalojados.
Qual cidade foi a mais atingida?
Lajeado, com 321 desabrigados (65,78% do total).
Quais rios estão em alerta vermelho?
Rio dos Sinos, Rio Uruguai e Rio Jacuí. As cidades São Leopoldo, Itaqui, Uruguaiana e Cachoeira do Sul correm alto risco.
Até quando a Defesa Civil Nacional vai atuar na região?
Até 31 de julho, para apoiar resposta, assistência humanitária e recuperação.
Como os municípios podem pedir verba?
Após o reconhecimento de situação de emergência pela Defesa Civil Nacional, os municípios podem pleitear verbas à União para custear água mineral, cestas básicas, refeições e kits de limpeza.