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Dia da Amazônia: campanha pede voto por floresta em pé

ResumoO Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, marca o início da Virada Cultural Amazônia de Pé, campanha do movimento Amazônia de Pé. A iniciativa convoca eleitores a votarem em candidatos comprometidos com a preservação da floresta em pé. A ação busca influenciar as eleições municipais para priorizar políticas ambientais e combater o desmatamento na região amazônica.

Neste sábado (5), Dia da Amazônia, o movimento Amazônia de Pé inicia a Virada Cultural Amazônia de Pé, pedindo que eleitores escolham candidatos comprometidos com a preservação da floresta.

Geraldo Cavalcanti
Geraldo Cavalcanti Produtor familiar e cronista rural · 05 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Dia da Amazônia: campanha pede voto por floresta em pé

Neste sábado (5), Dia da Amazônia, a contagem regressiva para as eleições gerais, marcadas para 4 de outubro, chega a 30 dias. A coincidência de datas é um dos pontos altos da Virada Cultural Amazônia de Pé, campanha de preservação da floresta que, na quinta edição, adota o tema "Cada voto pela Amazônia conta". O objetivo é incentivar a escolha de candidatos comprometidos com a conservação ambiental.

Neste fim de semana, festivais culturais, gastronômicos, musicais e debates ocorrem nas cinco regiões do país, promovidos pelo movimento Amazônia de Pé, que reúne mais de 20 mil ativistas e cerca de 300 coletivos e organizações não governamentais. Um mapa com a localização das mais de 300 atividades está disponível na internet.

Na última quinta-feira (3), uma cobra cenográfica de 30 metros de extensão marcou o início da virada no Território Indígena Borari, em Alter do Chão, distrito de Santarém (PA), meio do caminho entre Belém e Manaus. A alegoria, exposta em Belém em novembro de 2025 durante a COP30, chama atenção para a proteção da maior floresta tropical do mundo.

A codiretora executiva da Amazônia de Pé, Catarina Nefertari, afirma que o Dia da Amazônia é oportunidade de "falar bem alto que cada voto pela Amazônia conta". Para a belenense, é preciso "estar nas ruas sendo visto por quem está fazendo campanha, deixando claro que, muitas vezes, o plano de governo esquece de levar em consideração as soluções e os sonhos de quem está no território". Ela vê o Brasil mais atento, mas pondera: "A gente só protege aquilo que a gente conhece".

A ativista, nascida na chamada Amazônia urbana, classifica a virada como "um levante pelo país inteiro" e uma forma de "empoderar enquanto sociedade". No Acre e no Amazonas, o 5 de setembro é Dia da Amazônia desde 1968; nacionalmente, desde 2007. A data remete à criação da Província Amazônica, em 1850, no Império.

A preocupação com as Florestas Públicas Não Destinadas (FPNDs) é central, explica Karina Penha, codiretora do movimento: "São terras que dependem de definição oficial de uso e gestão pelo Estado. Sem destinação, tornam-se mais suscetíveis aos crimes ambientais".

Dados do Deter, do Inpe, apontam queda de 36,87% no desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026, com 2.874,38 km² sob alerta, o menor valor desde 2016. Já o SAD, do Imazon, registrou desmatamento zero em 60% das terras indígenas no mesmo período. Nas eleições, eleitores escolherão deputados, governadores, senadores e presidente; segundo turno, se houver, ocorre em 25 de outubro.

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