Sustentabilidade

El Niño: investimentos para conter impactos climáticos somam R$ 1,3 bi

ResumoO governo federal destinou R$ 1,3 bilhão para conter impactos climáticos do El Niño. Os investimentos abrangem estocagem de alimentos, combate a incêndios, segurança hídrica e diversificação da matriz energética. As medidas visam mitigar efeitos regionais do fenômeno, como secas e queimadas, com ações preventivas e de resposta imediata.

O governo federal anunciou R$ 1,3 bilhão em investimentos para reduzir os impactos do El Niño. As medidas incluem estocagem de alimentos, combate a incêndios, segurança hídrica e diversificação da matriz energética. Saiba como cada região será afetada e o que está sendo feito.

Geraldo Cavalcanti
Geraldo Cavalcanti Produtor familiar e cronista rural · 30 de julho de 2026 · 4 min de leitura
El Niño: investimentos para conter impactos climáticos somam R$ 1,3 bi

Lá no sítio, quando o tempo virava e a gente sentia no ar que a estação ia mudar, meu pai já dizia: "O céu avisa, mas a terra cobra o preço." Pois o El Niño chegou de novo, e o governo federal está pondo a mão no bolso. Foram anunciados R$ 1,3 bilhão em investimentos para conter os impactos climáticos. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, deu a palavra nesta quarta-feira (29), com previsões de gastos recentes e os previstos para o segundo semestre.

O fenômeno, que esquenta o Oceano Pacífico e bagunça o clima do país inteiro, já tem roteiro certo: seca no Norte e Nordeste, atraso das chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste, e enchentes na região Sul. Cada canto do Brasil vai sentir de um jeito, e as medidas também são diferentes para cada região.

A comida não pode faltar

Para garantir que ninguém passe fome, o governo vai comprar 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz para compor os estoques públicos. Além disso, serão adquiridas 350 mil cestas de alimentos para povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares. É uma mão na roda para quem vive da terra e do rio.

No Sul, a preocupação é a água que sobra

Para a Região Sul, o governo federal anunciou investimentos em Defesa Civil, para pronto atendimento às emergências, e ações corretivas em barragens e diques, com ajuda de estados e municípios. É o tipo de medida que a gente espera que nunca precise usar, mas que faz diferença quando a enchente chega.

No Norte e Nordeste, a luta é contra a seca

Para as regiões de seca, houve ampliação no número de brigadistas federais, além da aquisição de equipamentos para prevenção e combate a incêndios florestais. Também há ações em andamento visando a segurança hídrica, sobretudo no Nordeste do país.

Uma das principais obras é a integração do Rio São Francisco, que já beneficia 12 milhões de pessoas nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Mas não é só o Velho Chico que está sendo usado. Outros investimentos em segurança hídrica, que não passam pelo Rio São Francisco, incluem adutoras, canais, cisternas, novos reservatórios e barragens em recuperação. Esses investimentos ocorrem no Maranhão, Piauí, Bahia, Sergipe, Alagoas, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

O que já foi feito

O governo já vem, segundo a ministra Miriam Belchior, trabalhando para diminuir os impactos climáticos. Entre as ações já adotadas está a redução no desmatamento. Houve queda de 50% na Amazônia, de 32,5% no Cerrado e 63% no Pantanal. Outra providência foi o processo de restauração florestal em 3,4 milhões de hectares.

Energia: quando o rio baixa, a conta sobe

Com a redução dos níveis dos rios, em virtude da seca, existe menos vazão para uso de hidrelétricas e isso aumenta o custo de energia. Geralmente, nesse cenário, as termelétricas, uma fonte de energia mais cara, são ligadas. Para evitar que a conta fique ainda mais pesada, o governo está investindo R$ 118 bilhões em geração de energia, com diversificação da matriz energética. Esse investimento tem sido feito em geração de energia eólica e solar, além da expansão das linhas de transmissão de onde não há problema hídrico para onde existe queda na geração.

Perguntas Frequentes

Quanto o governo vai investir para conter os impactos do El Niño?

O total de investimentos anunciados chega a R$ 1,3 bilhão, segundo a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.

Quais alimentos serão estocados?

Serão compradas 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz para compor os estoques públicos.

Quem receberá as cestas de alimentos?

Serão adquiridas 350 mil cestas de alimentos para povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares.

O que está sendo feito para evitar desmatamento?

Houve queda de 50% na Amazônia, de 32,5% no Cerrado e 63% no Pantanal, além de restauração florestal em 3,4 milhões de hectares.

Como o El Niño afeta a energia elétrica?

Com a redução dos níveis dos rios, há menos vazão para hidrelétricas, o que aumenta o custo de energia. O governo investe R$ 118 bilhões em geração eólica e solar para diversificar a matriz.

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