Sustentabilidade

Nordeste busca investimentos para Caatinga na COP17

ResumoO Consórcio Nordeste participa da COP17 em Ulaanbaatar, na Mongólia, para captar investimentos em segurança hídrica, transição energética e restauração da Caatinga. A delegação regional busca parcerias internacionais e fundos climáticos para projetos de adaptação e mitigação no bioma. A presença nordestina na conferência reforça a prioridade de financiamento para ações sustentáveis no semiárido.

Representantes do Consórcio Nordeste estão em Ulaanbaatar, na Mongólia, para atrair recursos a projetos de segurança hídrica, transição energética e restauração da Caatinga durante a COP17.

Tarcísio Maia
Tarcísio Maia Analista de mercado agrícola · 25 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Nordeste busca investimentos para Caatinga na COP17

Representantes do Consórcio Nordeste, que reúne os nove estados da região, estão em Ulaanbaatar, na Mongólia, para atrair recursos a projetos de segurança hídrica, transição energética e restauração da Caatinga. A delegação participa de eventos e reuniões com organismos financeiros e bancos multilaterais na última semana da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17).

Na segunda-feira (24), o Consórcio participou de um painel no Pavilhão Brasil, no espaço oficial da conferência, com o Banco Mundial e o Mecanismo Global das Nações Unidas. Também se juntaram ao evento o BNDES, o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste.

Para terça-feira (25), está prevista a apresentação do recaatingamento como estratégia integrada de restauração ecológica, adaptação climática e desenvolvimento territorial sustentável. O método, baseado nos conhecimentos e na participação das populações locais, recupera áreas degradadas e conserva a biodiversidade do bioma.

Outra estratégia em destaque é o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE), que articula proteção ambiental, competitividade econômica, inclusão social, inovação tecnológica e fortalecimento institucional. Os projetos apresentados para captação de financiamentos incluem adaptação à seca, com cisternas, barragens subterrâneas, reuso e dessalinização descentralizada.

O Consórcio também espera investimentos para o Fundo Caatinga, visto pelos governantes como forma de centralizar recursos regionais e reduzir o custo de transação de cada projeto. Nas agendas bilaterais com o Banco Mundial, o FIDA-ONU e o Novo Banco de Desenvolvimento (Brics), três linhas orientam os projetos: segurança hídrica como infraestrutura de adaptação; transição energética e industrialização de baixo carbono, com exemplos em Pecém (CE), Suape (PE) e Santo Amaro das Brotas (SE); e restauração da terra e bioeconomia da Caatinga, via recaatingamento, viveiros de grande porte e cadeias produtivas da agricultura familiar.

*O repórter viajou para a Mongólia a convite da UNCCD, após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

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