Sustentabilidade

Guia orienta prefeituras na prevenção de impactos do El Niño

ResumoA Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou um guia para auxiliar prefeituras na prevenção e enfrentamento dos impactos do El Niño. O fenômeno climático apresenta 81% de probabilidade de atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O material orienta equipes técnicas municipais sobre medidas preventivas e de resposta.

A Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou um guia para auxiliar prefeitos e equipes técnicas na prevenção e no enfrentamento dos efeitos do El Niño, que pode atingir intensidade muito forte nos próximos meses, com 81% de probabilidade entre outubro e dezembro.

Tarcísio Maia
Tarcísio Maia Analista de mercado agrícola · 28 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Guia orienta prefeituras na prevenção de impactos do El Niño

Guia orienta prefeituras na prevenção de impactos do El Niño

A Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou um guia para auxiliar prefeitos e equipes técnicas na prevenção e no enfrentamento dos efeitos do El Niño, fenômeno que pode atingir intensidade muito forte nos próximos meses. O Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos reúne orientações para as etapas de prevenção, resposta e recuperação após desastres.

Probabilidade de intensidade muito forte entre outubro e dezembro

Segundo a ABM, estudos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos apontam 81% de probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. Além disso, há 97% de chances de o acontecimento permanecer ativo até o início de 2027. Os números indicam que o período crítico se aproxima, exigindo preparo das administrações municipais.

Efeitos variam conforme a região

De acordo com a ABM, os efeitos podem variar de acordo com a região. No Norte e Nordeste, a tendência é de redução das chuvas, estiagens, queda no nível dos rios, pressão sobre o abastecimento e aumento do risco de queimadas. No Centro-Oeste, o calor e a baixa umidade podem ampliar a ocorrência de incêndios, especialmente no Pantanal. No Sudeste, são esperados períodos de calor intenso, baixa umidade e irregularidade das chuvas. Já o Sul apresenta maior risco de temporais persistentes, enchentes, alagamentos e deslizamentos.

Recomendações práticas para as prefeituras

Entre as recomendações do guia estão o mapeamento de áreas de risco, a atualização de planos de contingência, a definição prévia de abrigos e equipes de atendimento e a organização de ações emergenciais, como evacuação, acolhimento de famílias e manutenção de serviços essenciais.

A entidade destaca que a resposta a desastres climáticos deve envolver diferentes áreas da administração municipal, como saúde, assistência social, infraestrutura, educação, meio ambiente e finanças. O guia está disponível gratuitamente no portal da ABM.

Como acessar o material

O Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos pode ser baixado diretamente no site da Associação Brasileira de Municípios. A ABM recomenda que prefeitos e equipes técnicas iniciem o planejamento o quanto antes, considerando os prazos indicados pelos estudos climáticos.

Perguntas Frequentes

O que é o Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño?

É um material lançado pela ABM com orientações para prefeituras se prepararem e responderem a eventos climáticos extremos, abrangendo prevenção, resposta e recuperação.

Quem elaborou o guia?

A Associação Brasileira de Municípios (ABM) é a responsável pela publicação, com base em estudos climáticos de instituições como a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

O guia é gratuito?

Sim, o guia está disponível gratuitamente no portal da ABM.

Quais regiões do Brasil são mais afetadas?

Os efeitos variam: Norte e Nordeste enfrentam mais estiagens e queimadas; Centro-Oeste, incêndios no Pantanal; Sudeste, calor e irregularidade de chuvas; Sul, temporais e enchentes.

Quais áreas da prefeitura devem se envolver?

Saúde, assistência social, infraestrutura, educação, meio ambiente e finanças são algumas das áreas citadas pela ABM como necessárias na resposta a desastres.

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