# Guia orienta prefeituras na prevenção de impactos do El Niño em 2026

> A Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou guia para prevenção de impactos do El Niño em 2026. O documento orienta prefeitos e equipes técnicas sobre ações preparatórias para o fenômeno, que apresenta 81% de probabilidade de atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026.

*Fazen · Sustentabilidade · 28 de julho de 2026 · Geraldo Cavalcanti*

A Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou um guia para auxiliar prefeitos e equipes técnicas na prevenção e no enfrentamento dos efeitos do El Niño, fenômeno que pode atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026, com 81% de probabilidade.

Lá no sítio, quando o tempo fechava e o céu ficava da cor de chumbo, meu pai já sabia: era hora de preparar o terreno, limpar os bueiros e garantir que a água da enxurrada não levasse o que a gente levou meses pra plantar. Prevenção nunca é luxo, é necessidade. E agora, com a notícia de que o El Niño pode chegar com força de verdade, as prefeituras do Brasil inteiro estão sendo chamadas a fazer o mesmo.

A Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou um guia prático para orientar prefeitos e equipes técnicas na prevenção e no enfrentamento dos efeitos do El Niño. O fenômeno, segundo estudos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), tem 81% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre os meses de outubro e dezembro de 2026. Além disso, há 97% de chances de que ele continue ativo até o início de 2027.

**O que diz o guia da ABM para as prefeituras**

O material, chamado Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos, reúne orientações para três etapas: prevenção, resposta e recuperação após desastres. A ideia é que os municípios não sejam pegos de surpresa.

Entre as recomendações estão o mapeamento de áreas de risco, a atualização de planos de contingência, a definição prévia de abrigos e equipes de atendimento, e a organização de ações emergenciais como evacuação, acolhimento de famílias e manutenção de serviços essenciais. A entidade destaca que a resposta a desastres climáticos deve envolver diferentes áreas da administração municipal, como saúde, assistência social, infraestrutura, educação, meio ambiente e finanças.

**Efeitos do El Niño variam conforme a região**

De acordo com a ABM, os efeitos do fenômeno não serão iguais em todo o país. Cada região enfrentará um tipo de problema.

No Norte e Nordeste, a tendência é de redução das chuvas, estiagens, queda no nível dos rios, pressão sobre o abastecimento de água e aumento do risco de queimadas. No Centro-Oeste, o calor e a baixa umidade podem ampliar a ocorrência de incêndios, especialmente no Pantanal. No Sudeste, são esperados períodos de calor intenso, baixa umidade e irregularidade das chuvas. Já o Sul apresenta maior risco de temporais persistentes, enchentes, alagamentos e deslizamentos.

**Como acessar o guia gratuito**

O guia está disponível gratuitamente no portal da ABM. A associação recomenda que prefeitos e equipes técnicas baixem o material o quanto antes para começar o planejamento. Quem já passou por enchente ou seca severa sabe: quando o tempo aperta, não adianta correr atrás do prejuízo. O segredo é ter um plano na gaveta antes da tempestade chegar.

**Perguntas Frequentes**

### O guia da ABM é gratuito?

Sim, o Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos está disponível gratuitamente no portal da Associação Brasileira de Municípios.

### Quais regiões do Brasil serão mais afetadas pelo El Niño?

Segundo a ABM, Norte e Nordeste tendem a enfrentar estiagens e queimadas; Centro-Oeste, incêndios no Pantanal; Sudeste, calor intenso e chuvas irregulares; Sul, temporais, enchentes e deslizamentos.

### Qual a probabilidade de o El Niño ser muito forte em 2026?

Estudos da NOAA apontam 81% de probabilidade de intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026, e 97% de chances de o fenômeno seguir ativo até o início de 2027.

### O que o guia recomenda para as prefeituras?

Mapeamento de áreas de risco, atualização de planos de contingência, definição de abrigos e equipes, e organização de ações emergenciais como evacuação e acolhimento de famílias.

---

Fonte (canonical): https://www.fazen.com.br/sustentabilidade/guia-orienta-prefeituras-prevencao-impactos-el-nino-24/
