Sustentabilidade

Guia orienta prefeituras na prevenção de impactos do El Niño

ResumoA Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou um guia para prefeituras sobre prevenção de impactos do El Niño. O documento orienta prefeitos e equipes técnicas no enfrentamento do fenômeno, que tem 81% de probabilidade de atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro.

A Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou um guia para auxiliar prefeitos e equipes técnicas na prevenção e enfrentamento dos efeitos do El Niño, fenômeno que pode atingir intensidade muito forte nos próximos meses, com 81% de probabilidade entre outubro e dezembro.

Cláudia Renê
Cláudia Renê Especialista em sustentabilidade no agro · 29 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Guia orienta prefeituras na prevenção de impactos do El Niño

Guia orienta prefeituras na prevenção de impactos do El Niño

A Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou um guia para auxiliar prefeitos e equipes técnicas na prevenção e no enfrentamento dos efeitos do El Niño, fenômeno que pode atingir intensidade muito forte nos próximos meses. O Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos reúne orientações para as etapas de prevenção, resposta e recuperação após desastres.

Segundo a ABM, estudos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) apontam 81% de probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. Além disso, há 97% de chances de o acontecimento permanecer ativo até o início de 2027.

Efeitos regionais do El Niño variam no Brasil

De acordo com a ABM, os efeitos podem variar de acordo com a região. Norte e Nordeste tendem a enfrentar redução das chuvas, estiagens, queda no nível dos rios, pressão sobre o abastecimento e aumento do risco de queimadas. No Centro-Oeste, o calor e a baixa umidade podem ampliar a ocorrência de incêndios, especialmente no Pantanal.

No Sudeste, são esperados períodos de calor intenso, baixa umidade e irregularidade das chuvas. Já o Sul apresenta maior risco de temporais persistentes, enchentes, alagamentos e deslizamentos. O diagnóstico por região permite que cada município priorize ações específicas.

O que o guia recomenda para prefeituras

Entre as recomendações do guia estão o mapeamento de áreas de risco, a atualização de planos de contingência, a definição prévia de abrigos e equipes de atendimento e a organização de ações emergenciais, como evacuação, acolhimento de famílias e manutenção de serviços essenciais.

A entidade destaca que a resposta a desastres climáticos deve envolver diferentes áreas da administração municipal, como saúde, assistência social, infraestrutura, educação, meio ambiente e finanças. A abordagem integrada reduz o tempo de reação e evita sobrecarga em setores isolados.

Mapeamento de áreas de risco

A primeira etapa recomendada é identificar zonas suscetíveis a enchentes, deslizamentos, estiagem ou incêndios. O cruzamento com dados históricos e previsões climáticas permite planejar rotas de evacuação e locais seguros para abrigos temporários.

Planos de contingência atualizados

O guia orienta a revisão periódica dos planos de contingência municipais, incluindo a designação de equipes de atendimento, estoques de insumos básicos e protocolos de comunicação com a população. A atualização deve considerar os cenários regionais descritos pela ABM.

Definição de abrigos e equipes

A organização prévia de abrigos, com capacidade para acolher famílias desalojadas ou desabrigadas, e a capacitação de servidores para atuar em emergências são pontos centrais. A ABM recomenda que cada município tenha um comitê de crise ativo antes do período crítico.

Por que a regularização ambiental abre portas de mercado

Para o produtor rural, o cenário de eventos extremos reforça a necessidade de adequação ao Código Florestal e ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). O comprador de fora já cobra rastreabilidade e conformidade ambiental. Estar regular não é apenas cumprir lei, é condição para acessar mercados que exigem garantias de origem sustentável.

A recuperação de áreas degradadas, o manejo de recursos hídricos e a prevenção de queimadas são temas que aparecem no guia da ABM e dialogam diretamente com a realidade de propriedades rurais. O produtor que investe em regularização ambiental ganha segurança jurídica e vantagem competitiva.

Como acessar o guia da ABM

O Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos está disponível gratuitamente no portal da ABM. A associação recomenda que prefeitos e equipes técnicas consultem o material com antecedência para adaptar as orientações à realidade local.

Perguntas Frequentes

O que é o Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño?

É um material lançado pela Associação Brasileira de Municípios (ABM) que reúne orientações para prefeituras nas etapas de prevenção, resposta e recuperação após desastres climáticos.

Qual a probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte?

Segundo estudos da NOAA citados pela ABM, há 81% de probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro, e 97% de chances de permanecer ativo até o início de 2027.

Quais regiões do Brasil serão mais afetadas?

Norte e Nordeste podem enfrentar redução de chuvas e estiagens. Centro-Oeste, calor e baixa umidade com risco de incêndios. Sudeste, calor intenso e irregularidade das chuvas. Sul, temporais, enchentes e deslizamentos.

O guia é gratuito?

Sim, o Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos está disponível gratuitamente no portal da ABM.

Quais áreas da administração municipal devem se envolver?

A ABM recomenda a participação de saúde, assistência social, infraestrutura, educação, meio ambiente e finanças na resposta a desastres climáticos.

Cadastro Ambiental Rural (CAR) Recuperação de áreas degradadas

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