Sustentabilidade

Manual traz nova classificação de riscos de desastres urbanos

ResumoO Ministério das Cidades atualizou o manual Mapeamento de Riscos após quase 20 anos. A nova classificação de desastres urbanos prioriza três níveis: risco médio, alto e muito alto. O documento orienta municípios na identificação de áreas vulneráveis, substituindo critérios anteriores. A revisão busca padronizar diagnósticos e ações preventivas em todo o território nacional.

Após quase 20 anos, o manual Mapeamento de Riscos foi atualizado pelo Ministério das Cidades. Nova classificação foca em riscos médio, alto e muito alto. Entenda.

Geraldo Cavalcanti
Geraldo Cavalcanti Produtor familiar e cronista rural · 25 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Manual traz nova classificação de riscos de desastres urbanos

Na lida com a terra, a gente aprende a olhar o chão antes de construir. Na cidade, o mesmo cuidado agora ganha um instrumento novo. Após quase 20 anos, o manual Mapeamento de Riscos: Conceitos e Métodos Aplicados a Processos Geológicos e Hidrológicos foi atualizado pela primeira vez. A ferramenta existe desde 2007 e segue como principal referência no país para gestão de risco em áreas urbanas.

A nova classificação de riscos de desastres em áreas urbanas foca em três níveis: médio, alto e muito alto. Segundo o diretor do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco do Ministério das Cidades, Rodolfo Moura, classificações anteriores foram deixadas de lado. "Se o risco é baixo ou inexistente não merece uma classificação", explica.

A atualização não veio só por vontade. O uso do manual por técnicos, pesquisadores e gestores municipais apontou a necessidade de evoluir conceitos. Mas a urgência climática e a chegada de um super El Niño aceleraram o processo. "A gente correu para antecipar o lançamento do livro entendendo que ele já pode ser um instrumento novo para identificar as áreas críticas, mas principalmente as pessoas que estão em situação de risco", diz Moura.

A versão atualizada está disponível online e de forma gratuita. Entre as novidades, a publicação trata de novos instrumentos tecnológicos para gestão de risco. Também traz delimitação de setores de risco hidrológico, como inundação, enchente e enxurrada, e descreve processos erosivos, incluindo rolamento de rochas e terras caídas, fenômeno comum no Norte do país.

O manual permite que prefeituras façam o mapeamento das áreas de risco e elaborem planos municipais de redução de risco. Essas medidas podem tirar milhares de pessoas de zonas de deslizamento, inundação e enxurrada. Em 2024, nota técnica da Casa Civil atualizou os números: são 1.942 municípios suscetíveis a esses desastres, expondo quase 9 milhões de brasileiros.

Para Moura, o caminho é implementar o que o manual prevê, com ações de antecipação, identificação de riscos, fortalecimento da resiliência e adaptação das cidades. "É por meio desse instrumento de mapeamento de risco, dos mapas, planos municipais de redução de risco, que municípios e os governos estaduais acessam recursos para essas obras", destaca. plano municipal de redução de risco como mapear áreas de risco

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