Setembro registra recorde de chuva na capital paulista
Setembro de 2026 é o mais chuvoso na capital paulista desde 1943, com 253,8 mm no Mirante de Santana até as 9h desta segunda-feira (14). Campinas, Registro e São José dos Campos também bateram recordes.
Setembro de 2026 entrou para a série histórica como o mais chuvoso na capital paulista desde o início dos registros, em 1943. O levantamento oficial, que usa a base do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Santana, zona norte da capital, contabilizou 253,8 milímetros (mm) até as 9h desta segunda-feira (14).
Para comparar: a média de chuva para setembro na região é de 83,3 mm. O recorde anterior era de 243,1 mm, de 1983. Ou seja, choveu em duas semanas o equivalente a três setembros comuns.
Recordes também no interior
O excesso não ficou restrito à capital. Na região de Campinas, entre 1º e 13 de setembro, choveu 257,2 mm, volume 3,1 vezes a média mensal de 83,7 mm. É recorde na série iniciada em 1961.
Em Registro, que enfrentou alagamentos severos no fim de semana, foram 185,3 mm até o dia 13. Isso coloca setembro de 2026 como o terceiro mês mais chuvoso da série histórica da região, também iniciada em 1961.
Em São José dos Campos, o acumulado chegou a 161 mm, 2,1 vezes a média mensal de 76 mm. É o terceiro maior volume para setembro desde 1977.
O que esperar nos próximos dias
A previsão indica enfraquecimento e afastamento gradual do sistema na terça-feira, mas ainda com chuvas ao longo do dia e pancadas isoladas. As temperaturas caem em todo o estado por causa da maior nebulosidade e da entrada de ar mais frio.
Na quarta-feira (14), a chuva deve se restringir ao litoral e será fraca.
Mesmo com menos precipitação, o risco de alagamentos e deslizamentos continua, porque o solo está encharcado. No Sul do estado, bairros de Eldorado e da Barra do Turvo seguem alagados.
Quem trabalha com máquina no campo sabe o que isso significa: solo saturado não segura trator nem colheitadeira, e cada dia parado na janela de plantio ou colheita pesa no caixa. Não dá para prever o volume exato dos próximos dias, mas o cenário pede atenção redobrada com pneus, drenagem de pátio e acesso às áreas mais baixas.
A recomendação das autoridades é acompanhar os boletins do Inmet e evitar deslocamentos em regiões com histórico de alagamento até que o solo volte a drenar.