Sustentabilidade

El Niño: investimentos climáticos somam R$ 1,3 bi

ResumoO programa El Niño do governo federal mobiliza R$ 1,3 bilhão em investimentos climáticos para mitigar secas e enchentes no Brasil. As ações abrangem estocagem estratégica de alimentos, ampliação do monitoramento meteorológico, fiscalização ambiental e reforço no combate a incêndios florestais, com planos regionais adaptados às vulnerabilidades locais. A verba visa reduzir danos socioeconômicos e fortalecer a resiliência nacional frente ao fenômeno.

O governo federal anunciou R$ 1,3 bilhão em investimentos para reduzir os impactos do El Niño no país. Medidas incluem estocagem de alimentos, monitoramento climático, fiscalização ambiental e combate a incêndios, com ações específicas por região.

Cláudia Renê
Cláudia Renê Especialista em sustentabilidade no agro · 31 de julho de 2026 · 3 min de leitura
El Niño: investimentos climáticos somam R$ 1,3 bi

El Niño: investimentos para conter impactos climáticos somam R$ 1,3 bi

O governo federal anunciou R$ 1,3 bilhão em investimentos para reduzir os impactos do El Niño no país. O pacote inclui estocagem de alimentos, monitoramento climático, fiscalização ambiental e combate a incêndios. As medidas foram apresentadas pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, nesta quarta-feira (29), com previsões para o segundo semestre.

O que o governo vai fazer com R$ 1,3 bilhão?

Os investimentos somam R$ 1,3 bilhão, segundo a ministra Miriam Belchior. Os recursos serão usados em várias frentes. Haverá compra de 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz para compor os estoques públicos. Também serão adquiridas 350 mil cestas de alimentos para povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares.

El Niño: efeitos por região do Brasil

O El Niño provoca seca no Norte e Nordeste, atraso das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste, e enchentes no Sul. Para a Região Sul, o governo anunciou investimentos em Defesa Civil, para pronto atendimento a emergências, e ações corretivas em barragens e diques, com ajuda de estados e municípios.

Nas regiões de seca, houve ampliação do número de brigadistas federais e aquisição de equipamentos para prevenção e combate a incêndios florestais. Há também ações em andamento para segurança hídrica, sobretudo no Nordeste.

Queda no desmatamento e restauração florestal

O governo afirma que já trabalha para diminuir os impactos climáticos. Entre as ações adotadas está a redução no desmatamento: queda de 50% na Amazônia, 32,5% no Cerrado e 63% no Pantanal. Outra providência é a restauração florestal em 3,4 milhões de hectares.

Integração do Rio São Francisco e segurança hídrica

Há investimento na integração do Rio São Francisco para minimizar a seca no Nordeste. São 12 milhões de pessoas beneficiadas nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Outros investimentos em segurança hídrica, fora do São Francisco, incluem adutoras, canais, cisternas, novos reservatórios e barragens em recuperação, no Maranhão, Piauí, Bahia, Sergipe, Alagoas, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Energia: R$ 118 bilhões e diversificação da matriz

Com a seca, os rios têm menos vazão para hidrelétricas, o que aumenta o custo de energia. Nesse cenário, termelétricas, fonte mais cara, costumam ser ligadas. Segundo o governo, estão sendo investidos R$ 118 bilhões em geração de energia, com diversificação da matriz, incluindo eólica e solar, além da expansão de linhas de transmissão.

Perguntas Frequentes

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático que aumenta a temperatura no Oceano Pacífico e provoca alterações no clima de todo o país.

Quais regiões são mais afetadas?

O Norte e Nordeste sofrem com seca, o Centro-Oeste e Sudeste com atraso das chuvas, e o Sul com enchentes.

Quanto o governo vai investir?

O total de investimentos chega a R$ 1,3 bilhão, segundo a ministra Miriam Belchior.

O que será comprado para os estoques públicos?

Serão compradas 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz.

Quem recebe as cestas de alimentos?

Povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares, num total de 350 mil cestas.

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