Sustentabilidade

El Niño: investimentos somam R$ 1,3 bi para conter impactos

ResumoO programa El Niño recebeu R$ 1,3 bilhão em investimentos federais para mitigar efeitos climáticos. O montante financia estoques estratégicos de alimentos, ações da Defesa Civil e reforço na geração de energia. A medida visa reduzir danos de secas e chuvas intensas em regiões vulneráveis. O anúncio ocorre em contexto de previsões meteorológicas adversas para o período.

O governo federal anunciou R$ 1,3 bilhão em investimentos para reduzir os impactos do El Niño, com estoques de alimentos, Defesa Civil e reforço na geração de energia.

Cláudia Renê
Cláudia Renê Especialista em sustentabilidade no agro · 03 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
El Niño: investimentos somam R$ 1,3 bi para conter impactos

O governo federal anunciou um pacote de R$ 1,3 bilhão em investimentos para conter os impactos do El Niño no país. As medidas foram apresentadas pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, nesta quarta-feira (29), e incluem desde a estocagem de alimentos até o reforço na geração de energia. O fenômeno, que aquece o Oceano Pacífico, provoca seca no Norte e Nordeste, atraso das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste, e enchentes no Sul. Se você vive em região afetada, veja o que muda.

O que o governo vai fazer com R$ 1,3 bi?

Os recursos serão usados em várias frentes. O governo vai comprar 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz para compor os estoques públicos. Também serão adquiridas 350 mil cestas de alimentos para povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares.

Medidas por região

Para o Sul, o foco é a Defesa Civil, com pronto atendimento a emergências e ações corretivas em barragens e diques, com ajuda de estados e municípios. Nas regiões de seca, haverá ampliação do número de brigadistas federais e compra de equipamentos para prevenção e combate a incêndios florestais. Também há ações para segurança hídrica, sobretudo no Nordeste.

Queda no desmatamento

O governo afirma que já trabalha para reduzir os impactos climáticos. Entre as ações adotadas, a redução do desmatamento: queda de 50% na Amazônia, 32,5% no Cerrado e 63% no Pantanal. Há também processo de restauração florestal em 3,4 milhões de hectares.

Rio São Francisco e segurança hídrica

A integração do Rio São Francisco deve minimizar a seca no Nordeste. São 12 milhões de pessoas beneficiadas nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Outros investimentos em segurança hídrica, fora do São Francisco, incluem adutoras, canais, cisternas, novos reservatórios e barragens em recuperação no Maranhão, Piauí, Bahia, Sergipe, Alagoas, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Energia: o impacto na conta de luz

Com a seca, os rios têm menos vazão para hidrelétricas, o que aumenta o custo da energia. Nesse cenário, termelétricas, fonte mais cara, costumam ser ligadas. O governo investe R$ 118 bilhões em geração de energia, com diversificação da matriz, incluindo eólica e solar, além da expansão de linhas de transmissão.

Como isso afeta você?

Se você é produtor rural, as cestas de alimentos e os estoques públicos podem segurar preços. Se mora no Sul, a Defesa Civil reforçada reduz riscos de enchentes. No Nordeste, a segurança hídrica e o São Francisco buscam garantir água. Na conta de luz, o investimento em energia renovável pode aliviar o custo no médio prazo.

Perguntas Frequentes

Quanto o governo vai investir contra o El Niño?

O total é de R$ 1,3 bilhão, segundo a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.

Quais alimentos serão comprados?

Serão compradas 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz para estoques públicos.

Quem recebe as cestas de alimentos?

Povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares.

O que muda na energia?

Com menos água, termelétricas são ligadas, encarecendo a conta. O governo investe R$ 118 bilhões em eólica e solar.

Como o Rio São Francisco ajuda?

A integração beneficia 12 milhões de pessoas no Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Leia também

Publicidade